5.6.10

Comentários genéricos sobre futebol - para quem não manja nada fazer bonito na Copa. *

Estamos em ritmo de Copa e esse tema muito me interessa. Afinal, adoro futebol. O problema, é que adoro, mas manjo pouco. E como eu, deve ter muita garota por aí que também curte assistir uma partidinha. Só que não entende patavinas dos jogos. Daí, pra não fazer feio nesses dias futebolísticos. Separei umas dicas "ixpiertas" pra gente, pelo menos fingir que saca de futebol.

1. "A Espanha sempre morre na praia!" (até hoje a melhor colocação que o país já conseguiu, foi um quinto lugar na Copa de 2002).*
2. "A culpa é desse esquema furado." (serve pra TUDO).
3. "Esse juiz já roubou outras vezes!" (use toda vez que o Brasil estiver perdendo).
4. "Aí sim, fomos surpreendidos novamente!" ( o bordão do momento - reavivado pelo Tiago Lefeirt no Globo Esporte - nasceu de uma antiga frase do técnico Zagallo e serve pra tudo).
5. "Parece o Zizinho na Copa de 50." (ninguém com menos de 60 anos vai poder te contestar).
6. "Os jogadores africanos só sabem correr, não têm técnica." (bom, é o que andam dizendo por aí).
7. "A regra é clara!" (use o bordão do comentarista Arnaldo César Coelho, da Globo, sempre que alguém estiver falando mal do juíz).
8. "Também, esse time só tem volante!" (solte essa quando alguém reclamar que o jogo está parado).
9. "Esse time só joga na retranca!" (a retranca é o ato de dificultar a ação do outro time).
10. "O Fenômeno, mesmo com 120 quilos, é melhor que todos eles juntos" (solte essa diante dos corintianos, de preferência).
11. "Esse até eu fazia..." (diga quando sair um gol no jogo).

Agora meninas, é só fazer aquela decoreba básica e mandar ver nos dias de jogos. Tenho certeza que ninguém vai notar que você é uma leiga no assunto. hehehe

*Reprodução do texto divulgado na edição 33 da revista Gloss/Junho 2010.
*Com a sua excelente vitória na Copa do Mundo de 2010, não podemos mais fazer este comentário sobre a Espanha em 2014! =)


P.S. Não costumo reproduzir textos aqui, mas achei esse tão legal que pensei ser uma boa ideia compartilhar com vocês.

Beijos!

3.6.10

A conta do pato. Quem paga?

Por que a gente passa por situações desagradáveis, mesmo quando acha que não merece? Esse foi o tema de uma acalorada discussão entre eu e um colega. Ele fez a seguinte afirmação: "Os justos pagam pelos pecadores". Rebati: "Como assim, eu pago o pato pelos erros dos outros?".

Obviamente, que o embasamento dele para tal afirmação, foi a Bíblia. Pensei nisso. E perguntei: se isso acontece mesmo, não seria Deus, injusto?

Na vida, às vezes a gente se "ferra", mesmo quando acha que fez tudo certo. Daí, quando olha para trás e vasculha o passado, sem encontrar sequer uma falha na trajetória. Fica na dúvida sobre o que deu errado. Só que isso, não tem nada a ver com Deus. Tem a ver com a forma com que o ser humano lida com suas próprias frustrações.

Vamos para os exemplos práticos dessa questão:

a) Seu superior levou um esporro do superior dele. Quem acaba levando um esporro injustamente? Você ou qualquer outro subordinado que esteja por perto.

b) O cobrador do ônibus briga com a esposa e sai para o trabalho. Quem leva esporro quando pede alguma informação? Você e grande parte dos passageiros que passam pelo ônibus ao longo do famigerado dia.

c) Na aula anterior, a professora pegou aquela turma pra lá de bagunceira. Quem leva esporro quando tem uma dúvida ou faz alguma brincadeira? Você ou qualquer outro "engraçadinho" da sua sala.

d) Apaixonou-se por alguém que acabou de levar um pé na bunda. Quem sofre na nova relação? Quase sempre, você.

Quem pagou o pato injustamente em todas as opções? Obviamente, alguém que não merecia.

Eu nem sou a pessoa mais indicada para falar sobre a Bíblia, porque não leio com frequência. Aliás, faz tempo que não leio. Mas, se consta mesmo que o "justo paga pelo pecador", sinceramente, eu acredito que ela deva ser reescrita.

Afinal, putaqueopariu, que Justiça Divina é essa que nos faz sofrer para"salvar" a alma de algum infeliz pecador? Isso, definitivamente, não se adequa à nossa realidade. Pelo menos, na minha, não!

Beijos e até o próximo post. Que espero, sinceramente, não demorar! ^^

9.5.10

Além de mãe, mulher!

Dizem que ser mãe é padecer no Paraíso. Eu ainda não tenho filhos. Mas, como filha, sei que muitas vezes já fiz a minha mãe pensar que sua vida, talvez pudesse ser melhor sem a minha existência. E digo isso, porque inconscientemente, todos nós já fizemos nossas mães sofrerem de vez em quando.

Egoístas, inconseqüentes, impiedosos... Sim. Em algum momento, já fomos assim. E com quem, de certa forma, abdicou da sua própria vida para dar uma vida pra gente.

O engraçado disso, é que geralmente só paramos para analisar nossa conduta, em dias como esse. O dia das mães. Porque geralmente, levamos a vida como se não houvesse amanhã. Olhando constantemente para nosso próprio umbigo e sempre pedindo mais do que damos. Querendo compreensão, paciência, abnegação, conforto, colo, amor... E dando o quê mesmo em troca? Quase sempre, nada. Já que no fundo, no fundo, olhamos para nossa mãe como alguém que tem a obrigação de nos dar tudo que queremos. Como quando ainda éramos bebê e de braços estendidos, só queríamos que ela nos tirasse do berço.

Mãe não é apenas mãe. Ela também é mulher, esposa, amiga, funcionária, namorada, cliente, filha. Também sente tristeza, dor, fome, sono, cansaço. Também quer colo, carinho, beijos, abraços.

Mães são humanas. Não super heroínas que tudo suportam, sem nunca pedir para parar. Elas não têm uma força inesgotável. São apenas mulheres. Mulheres que abriram espaço no coração e na vida para nos receber.

Por isso, nesse dia das mães, assim como em todos os outros de sua vida. Olhe e veja a mulher que existe ali. E dê a liberdade de ser ela mesma, independente de você. Dê amor e não apenas em retribuição ao amor maternal que ela te deu a vida toda. Mas, aquele amor incondicional que você muitas vezes, dedica a meros desconhecidos que entram em sua vida. Mostre para sua mãe, que realmente valeu a pena ela te ter.

E se você quer mesmo dar algum presente material, não dê a ela uma geladeira nova. Muito menos uma flor que vai murchar em menos de dois dias. Dê algo que valorize sua beleza e feminilidade. Um vestido, um perfume, um batom, uma jóia, que seja. Mostre a que além de mãe, ela é também uma belíssima mulher. Afinal, ali, existe muita vida além da maternidade, não é mesmo?

Mãe, eu te amo!

Grande beijo a todos!

27.4.10

Questão de sorte?

Eu não conto com a sorte. Porque, simplesmente, não acredito que ela exista. Daí, eu pergunto: quem aqui acredita nela? Há quem creia mesmo que nossa vida é regida por SORTE ou AZAR?

No filme Bem-vindo ao jogo, o personagem vivido por Eric Bana, é um jogador de pôquer. E quando o perguntavam se ele se sentia sortudo no jogo, respondia que não acreditava na sorte. Apenas confiava em suas habilidades para jogar bem e consequentemente, ganhar.

Como no pôquer, a vida possibilita o uso das nossas habilidades. E saber utilizá-las bem, é muito mais vantajoso que contar com um golpe da sorte. Por isso mesmo, não fico esperando meu "bilhete premiado" aparecer, não me apego a amuletos e nem fico tentando achar um trevo-de-quatro-folhas por algum jardim.

Se a gente acredita ser guiado apenas pelo acaso, corre o risco de perder o total controle das ações que pretende realizar. E sem ao menos uma parcela desse controle, a gente pode cair na chamada Roda da Fortuna. Ou seja, nas mãos do que muitos intitulam, Destino.

Tem gente que se intitula "azarado". Outros, como "sortudos". Eu, me intitulo "guia". Afinal, sou eu e minhas próprias escolhas que me levam aonde eu devo chegar. Aliás, foram exatamente elas, que me trouxeram até onde estou agora. E se minha vida é um palco iluminado ou uma completa desgraça, não é porque estava escrito. É porque eu mesma a escrevi assim.

Contar com a sorte é prender-se em um movimento que você não consegue controlar. Tal qual um ventríloco que não tem vontade própria e é apenas guiado por um mão que balança suas cordas.

Até o próximo post.

Beijo!

10.4.10

É tudo novo de novo!

Conheço uma frase que diz "Quando você acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas". É bem clichê, eu sei. Mas, se a gente analisar direitinho, ela mostra que a vida quer da gente o movimento.

A maioria das pessoas tem tendência à acomodação. E são essas que passam a vida realizando os mesmos feitos. Sem se enveredar por caminhos opostos aos que estão acostumadas a percorrer.

Obviamente, há quem se sinta feliz assim. Aliás, tem gente que não quer mais nada, além de uma vida segura e estável. E chata.

Em contrapartida, existem os inquietos. Os que estão sempre mexendo os pauzinhos para que aconteça alguma mudança. Das mais significativas até as bem pequenininhas, aquelas que quase ninguém repara.

São perfis distintos. Pessoas que lidam de maneiras diversas com as mudanças. E seja lá como você escolhe lidar com a necessidade de mudar. Saiba que a vida não quer a gente parado. Muito menos, acomodados.

Todo dia ela vem e dá um cutucão. Obriga a gente a cair fora da zona de conforto. A sair do contentamento descontente para respirar novos ares. E poder escapar das rotinas massacrantes.

Tem gente que nem liga e fica ali, inerte. Já tem outros que mal levam a cutucada e já começam a se movimentar. E por que estou falando disso?  Pelo simples fato que, mais uma vez, estou naquela do "É tudo novo de novo". E quem já leu mais de um texto meu, já deve ter percebido que estou no time dos inquietos, né?

Pois é, eu mudei. Mudei para a cidade onde a cor predominante é cinza. Onde o tempo não se dá ao luxo de parar. E onde as pessoas estão quase sempre muito apressadas. Ou seja, em constante movimento. Não poderia ter escolhido lugar melhor!

Depois disso, deve ter gente que quer me perguntar. E se um dia você se arrepender por não ter construido logo, um chão estável e firme para pisar. E eu digo: tá aí, eu posso! Todos podemos. Mas, e daí? Eu vivo hoje. Amanhã que me espere.

Grande beijo para todos. E não fujam das mudanças, ok?

11.3.10

Abra a porta e deixe entrar.

Quando você pede muito algo. Quando você deseja verdadeiramente alcançar aquilo que deseja. De um jeito ou de outro você acaba conseguindo.

Só que às vezes, você está tão distraído que nem presta devida atenção. Nem nota que aquilo que chegou de forma tão despropositada em sua vida, possa ser bom.

Por isso, vale à pena ficar mais esperto. Prestar atenção nos pequenos detalhes. E nas mínimas oportunidades que se achegam de mansinho. Pode ser um sorriso gratuito. Uma puxada de papo a toa. Ou até mesmo um estranho que surge de repente e parece que sempre esteve ali.

Saiba que as coisas mais incomuns são aquelas, que na maioria das vezes farão alguma diferença em nossas vidas.

Creia no impossível. Tenha fé no desconhecido. E esteja aberto a todas as possibilidades. Afinal, o que você mais deseja, pode entrar pela porta que você menos vigia.
                                                              
Texto curtinho. Mas, o que vale é a intenção, né? Semana que vem, posto um novo conto pra vocês.
 
Beijos e beijos!

3.3.10

E por que não? e Contos pra te contar. [5]

Sabem aquelas tais coisas que surgem do nada? Quando você está de bobeira, desencanado até. E de repente “boom", algo explode e te surpreende positivamente?

Um dinheiro que você nem contava receber. O elogio de alguém impensável. Uma inusitada proposta de trabalho. Alguém interessante que cai de pára-quedas na sua vida. E por aí vai!
Não importa o que seja. São eventualidades ou pessoas com um poder transformador. Que faz com que isso seja tão gostoso de acontecer. Algo que tem a capacidade de acordar o que estava adormecido: a fé no acaso.

Eu tenho verdadeira paixão pelo inusitado. Situações positivas que fogem do senso comum. Alheias ao cotidiano. Que ocorrem inesperadamente de forma criativa. E aguçam todos os meus dispositivos de felicidade.

Não costumo me questionar a respeito quando isso acontece. Não fico me perguntando "Por que comigo?". Eu simplesmente abro os braços e recebo de bom grado.
Creio no seguinte, se algo ou alguém muito bom chegou até sua vida. É porque você definitivamente é merecedor disso. E a única pergunta que deve fazer a você mesmo é "E por que não?".

Aproveite o que o acaso te traz. Não vire as costas para o que não compreende de imediato. Dê uma chance para você. E viva da forma mais inusitada que puder. Pelo menos uma vez, duas, três ou infinitas vezes, se possível.

Para finalizar, deixo registrada uma letra que eu amo. É uma composição do Ivan Lins, na bela voz de César Camargo Mariano. Fala apenas de paixão. Mas, é uma boa pedida para quem costuma acreditar que coisas boas acontecem ao acaso.




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Como fiquei um longo tempo sem postar. E por causa disso, quebrei minha própria promessa de um post por semana. Deixo também um pequeno conto que estava esquecido em meu arquivos.


Algum sentido. Sentido algum.

Ali sentado no meio da grama, ele pensou nela. Sentiu uma imensa onda de tristeza. E se sentiu muito idiota por ter aquela sensação.
Lembrou de como ele tentara ajudá-la a enxergar que aquele caminho que ela seguia. Não era nem de longe o que a faria mais feliz. Isso não é problema seu, ela disse. Achei que fosse, pensou ele.
Muitas vezes, as pessoas nos machucam. Mas, é pior ainda quando o que as machuca faz a gente se sentir magoado também. E Liz sabia muito bem como se machucar. Ela era uma pessoa impossível de se entender. De tão simplista e transparente, parecia até uma tola.
O orvalho começou a cair e molhava seus cabelos. Ele levantou o rosto e sentiu as gotículas refrescantes da noite. Uma confusão de sentimentos passou por ali. Como ela podia agir assim? Tudo que ele queria era um tempo para fazer as coisas realmente darem certo.
De novo pensou que nem tudo tem o sentido que esperamos encontrar. E se conformou. Afinal, para que ele deveria despender tanto esforço para justificar o que não tinha justificativas?
Levantou e caminhou lentamente até o quarto do hotel em que estava hospedado. Não tinha notado que estava tão cansado. Não cansado fisicamente. Mas, cansado de sentir, pensar, absorver, conviver, doar. Cansado dele. Cansado dela. Cansado da vida que levava.
Ligou o rádio. Tocava uma velha música do New Order*. Pediu um vinho. Sentou na beirada da janela. Uma brisa bateu leve em seu rosto. Começou a prestar atenção na letra.
“Porque não podemos ser nós mesmos como éramos ontem? Eu não tenho certeza do que isso significa. Eu não acho que você seja o que mostra. E na verdade admito para mim mesmo que se eu machucar outra pessoa. Eu jamais verei o que na verdade deveríamos ter sido.”*
Sorriu. Cantou baixinho. Cancelou o vinho e deitou-se na cama para continuar perdido em seus próprios devaneios.
Tudo continuaria a ficar sem fazer sentido, afinal.


Beijos, queijos e goiabadas!

P.S. Obrigada a todos que sempre passam aqui, mesmo em minha ausência.