15.1.11

Petit indica!


Confesso que por passar tanto tempo conectada ao mundo virtual, andei deixando de lado uma coisa pela qual sou extremamente apaixonada: ler um bom livro! Aí, por um inconveniente da tecnologia, meu notebook querido deu problema. E não é que isso acabou sendo uma boa?

Nessa minha incursão de volta ao mundo totalmente real, me peguei devorando um livro após o outro. Que delícia! Não poderia encontrar expressão melhor para definir a sensação de tê-los entre meus dedos, sentir o cheirinho tão particular que cada um deles tem e, por que não dizer, estar tão bem acompanhada nas minhas noites solitárias.

Sendo assim, como qualquer apreciador do prazer que uma boa leitura proporciona, sempre curti indicar aos amigos os livros que li e gostei. Engraçado nunca ter feito isso por aqui, mas hoje eu tenho três indicações para meus adoráveis leitores.

 
O amor é para os fortes – Marcelo Cezar

O enredo aborda o Espiritismo de uma forma cotidiana, onde ver, ouvir ou falar sobre espíritos é tão natural quanto comer e dormir. Porém, diferente de outros livros do gênero que li, ele foca mais nos acontecimentos da vida dos personagens, entre eles amor, casamento, traição, relações familiares e de trabalho.
Através de uma linguagem textual bem simplória, esse romance espírita trata principalmente sobre desapego e o quanto devemos nos amar em primeiro lugar, antes de ter o que oferecer ao outro.
Nota 5.



A menina que não sabia ler – John Harding

Acompanhamos as mórbidas aventuras de Florence, uma menina de 12 anos que faz de tudo para defender seus maiores tesouros – o irmão caçula e os livros. E enquanto vamos enveredando por caminhos sombrios, angustiantes, fica impossível discernir sobre o que é realidade ou fantasia da sua cabecinha infantil.
São 288 páginas inteiramente envolventes de um suspense que te prende e ameaça não deixar você largá-lo.
Nota 8.






 
Dewey - Um gato entre livros – Vicky Myron

Quem me conhece sabe o quanto gosto de gatos, mas após ler esse livro, certamente que passei a amá-los ainda mais.
Essa é a comovente história de um gatinho abandonado em uma biblioteca, que acabou se tornando famoso mundialmente por sua doçura, gentileza e capacidade de unir e alegrar pessoas com corações despedaçados.
É impossível ler sobre Dewey e não dar uma risada sequer. Muito menos, deixar de derramar muitas lágrimas. Na verdade, impossível mesmo, é ler esse livro e não sentir uma imensa vontade de ter conhecido um bichinho tão amável como ele.
Nota 10.







Revisão: Felipe Rui


Agora, quero que leiam e me digam o que acharam das indicações, combinado?
Espero voltar muito em breve! Um beijo!

12.1.11

Blog fora do ar temporariamente! =/

Olá amigos!

Infelizmente essa semana não haverão postagens aqui no Só vim pra escrever. Estou temporariamente sem meu note e por isso, impossibiltada de postar.
Desde já peço desculpa a todos pela ausência forçada.
Espero que voltem aqui quando eu fizer mais post's.

Um beijo

6.1.11

Sim!

Minha família está na expectativa para que eu case logo.  Afinal já estou com 27 anos e é isso que se espera de moças na minha idade. Oh wait! Estamos em 2011. Não funciona mais assim, certo?

Antigamente, o casamento acontecia por obrigação. Tanto para o homem, quanto para a mulher, o ideal era que se casassem cedo para unir os bens e prosperar. Isso para os ricos, claro. Os pobres casavam, bem... Dizem que é porque não tinham TV em casa.

Muitos desses casamentos “forçados” pelas circunstâncias duram até hoje. Boa parte em nome da relação construída com o tempo, outros por convenções e vários por acomodação. Alguns se desfizeram, óbvio. Nada mais natural. Afinal, ninguém tem a obrigação de continuar uma relação que não traz felicidade.

Atualmente a história é outra. Quase ninguém mais casa forçado. Pelo contrário, tem gente que casa sem esforço nenhum. Por um simples impulso, pluft, os pombinhos estão casados até que a morte os separe. Ou até a primeira briga. O número de casamentos no Brasil em 2008 foi 960 mil. Em contrapartida, houve um divórcio para cada cinco desses casamentos. Mau sinal? Definitivamente, não! 

Para vocês terem uma ideia, o número dos chamados “recasamentos” também aumentou consideravelmente. Em 2008, a união entre casais com pelo menos um dos cônjuges previamente divorciados, representou 17% no total das estatísticas. Uma boa prova de que, apesar da tristeza pelo término da relação anterior, as pessoas não deixam de acreditar na felicidade ao lado de alguém.

Muita gente que conheço foge léguas a simples menção de casamento. Eu não as culpo. Afinal, a maioria tem em casa, ou muito próximo, exemplos de casamentos malfadados, onde pessoas infelizes arrastam a relação como se fosse uma corrente presa no pé. Aí tem o outro lado que, mesmo com os piores exemplos, ainda acredita que a união entre um casal pode ser benéfica para a vida das pessoas.

Aliás, depois de muito tempo casando em meio a rígidas obrigações e convenções, os casais hoje casam por puro e simples desejo. E por mais que as separações ocorram em grande número, é fato que casar faz bem. Como eu sei disso sem nunca ter casado? Bom, nunca assinei nenhum papel, mas já morei dois anos com alguém e digo a vocês que foi uma experiência bacana. Claro que não foi nenhum conto de fadas, porque nenhum casamento deve sequer chegar perto do famoso “Felizes para sempre”, mas foi algo real e me deixou com a certeza de que casar não é nenhum bicho de sete cabeças.

No final das contas, a verdade é que casamento é algo que deve ser muito bem pensado. O sim deve ser dito com convicção, sem ilusões de uma vida perfeita e, acima de tudo, o ideal é que você conheça muito bem a pessoa com quem pretende passar o resto da sua vida. Deixar para conhecer melhor quem se ama só após o casamento pode ser o primeiro passo para um desastre conjugal. 

Por isso, amigos, independente de como ou quando pretendem casar, que seja algo feito com consciência. Realizem seus sonhos e suas expectativas. Aproveitem todos os momentos das suas vidas, seja antes ou depois do casório. Não entrem nessa pensando “não deu certo, separa”. A separação é uma possibilidade, mas só casem com a certeza de que não é isso que vocês realmente esperam que aconteça. Acima de tudo, casem por amor. Porque no final de tudo, por mais “sentimentalóide” que isso possa parecer, é por amar um ao outro que vocês vão lutar pela felicidade da vida a dois.

Revisão Felipe Rui.
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Eu sempre gosto de saber o que as pessoas pensam a respeito do tema que eu quero escrever. Por isso, o texto teve a colaboração dos amigos no Twitter e Facebook. Obrigada a todos que colaboraram com opiniões.
Para complementar o assunto, sugiro que vejam o blog  Pra Casar do Marcos Graciani. Ele tá muito afim de casar e se alguma mulher quiser se candidatar, eis a grande chance. hehehe
Agora, quem já tá com planos de casamento em andamento, existem diversos sites que podem ajudar os pombinhos a planejar o enlace e até mesmo manter os amigos informados sobre o andamento do casório. Um deles é o ICasei! e nele dá pra brincar um pouco com a opção gratuita oferecida aos usuários que querem experimentar o serviço.
Para finalizar, deixo duas músicas interpretadas pela Vanessa da Mata e Isabella Taviani, respectivamente. Gosto das cantoras e as canções tem tudo a ver com o tema. Enjoy!
Um beijo e até semana que vem! Comentem!

*Dados estatísticos extraídos da Revista Veja de 25 de agosto de 2010 na matéria " Casamento - Por que ele continua a valer a pena".






1.1.11

Ano novo, ladainhas novas*? Não por aqui!

Entramos em um novo ano e surge a oportunidade de fazer certo aquilo que teimou em sair errado, de colocar em prática as velhas promessas não cumpridas e de prometer novas que não iremos cumprir. É sempre a mesma coisa.

As listas de resoluções são muito comuns nessa época. Escrevemos, nem que seja mentalmente, na esperança de que, ao listar tudo que desejamos fazer, seja mesmo possível colocar em prática. Acho válido que a cada nova fase a gente tente ser melhor ou queira mudar aquilo que incomoda. O que acho bobeira é lutar contra a natureza das coisas. Claro, sei que cada um tem sim a capacidade de evoluir, afinal, somos todos passíveis de mudança. Porém, prometer perder 5 quilos quando seu organismo nunca te permitirá isso, é burrice. É remar contra a maré.

Sim, eu acredito que uma pessoa gorda seja capaz de fazer uma dieta. Isso é óbvio. O que estou falando é que muitas vezes não compensa prometer algo que sabe que não irá cumprir. Apenas para passar o ano inteiro frustrado por se sentir falho, incapaz e fraco. Por isso, em 2011 proponho que a gente faça diferente. Ao invés de jurar que vamos mudar o imutável, devemos reforçar o que já temos de melhor dentro de nós.

Para que a proposta funcione, o primeiro e importante passo é desapegar do que não serve mais. Pra isso, faça uma lista daquilo que está empacando a sua vida hoje. Afinal, ninguém quer seguir o ano com o espaço para coisas legais ocupado por coisas desnecessárias, certo? E isso serve para tudo, desde objetos, até pessoas e sentimentos. Here we go!

- Amigos ladrões de energia: isso mesmo! Chega de gente que se diz seu amigo e só serve para te ferrar. Um milhão de amigos malas pra que, né? Livre-se já daquele amigo sanguessuga que vive na base do “venha a nós e vosso reino nada”.

- Ex-namorados (as) EXUS: pra que insistir em manter contato com aquele cara que só te coloca pra baixo? Ou com aquela garota que pisa na sua dor? Em 2011, vá a um terreiro de macumba e deixe esses exus por lá.

- Quinquilharias: CDs de axé de 2000 e bolinha, bichos de pelúcias dado por ex, livros de auto-ajuda que comprou quando estava na fossa, aquele chapéu que usou nas férias de anos atrás... Pra que guardar essas coisas? Você não precisa do que não usa mais. Por isso, livre-se disso ou doe a alguém que queira aproveitar pra algum tipo de artesanato.

- Antigos preconceitos: o que te custa aceitar o convite daquele primo que vive te chamando para ir à boate gay? Vai doer ouvir as músicas sertanejas da sua irmã uma vez na vida sem brigar com ela por isso? Já pensou em ir naquele bar que você nem conhece, mas sempre torceu o nariz? Tá na hora de fazer ou deixar de fazer coisas que você nem sabe se são boas ou ruins, pelo simples fato de nunca ter experimentado.

Esse é apenas o exemplo de uma lista que pode fazer algo que as ladainhas, ops, as resoluções de todos os anos novos, não fazem por você. E aí, vai ficar de novo se enganando com velhas promessas ou vai partir pra ação e começar 2011 realmente com tudo?

*O título "Ano novo, ladainhas novas" é de autoria da @vanifacts.

Revisão Felipe Rui. 

Nesse 1º de janeiro de 2011 não desejo a vocês apenas Feliz Ano Novo. Quero desejar um Feliz Ano Todo e que todos sejam uma companhia constante aqui no blog. 

Beijos!