6.1.11

Sim!

Minha família está na expectativa para que eu case logo.  Afinal já estou com 27 anos e é isso que se espera de moças na minha idade. Oh wait! Estamos em 2011. Não funciona mais assim, certo?

Antigamente, o casamento acontecia por obrigação. Tanto para o homem, quanto para a mulher, o ideal era que se casassem cedo para unir os bens e prosperar. Isso para os ricos, claro. Os pobres casavam, bem... Dizem que é porque não tinham TV em casa.

Muitos desses casamentos “forçados” pelas circunstâncias duram até hoje. Boa parte em nome da relação construída com o tempo, outros por convenções e vários por acomodação. Alguns se desfizeram, óbvio. Nada mais natural. Afinal, ninguém tem a obrigação de continuar uma relação que não traz felicidade.

Atualmente a história é outra. Quase ninguém mais casa forçado. Pelo contrário, tem gente que casa sem esforço nenhum. Por um simples impulso, pluft, os pombinhos estão casados até que a morte os separe. Ou até a primeira briga. O número de casamentos no Brasil em 2008 foi 960 mil. Em contrapartida, houve um divórcio para cada cinco desses casamentos. Mau sinal? Definitivamente, não! 

Para vocês terem uma ideia, o número dos chamados “recasamentos” também aumentou consideravelmente. Em 2008, a união entre casais com pelo menos um dos cônjuges previamente divorciados, representou 17% no total das estatísticas. Uma boa prova de que, apesar da tristeza pelo término da relação anterior, as pessoas não deixam de acreditar na felicidade ao lado de alguém.

Muita gente que conheço foge léguas a simples menção de casamento. Eu não as culpo. Afinal, a maioria tem em casa, ou muito próximo, exemplos de casamentos malfadados, onde pessoas infelizes arrastam a relação como se fosse uma corrente presa no pé. Aí tem o outro lado que, mesmo com os piores exemplos, ainda acredita que a união entre um casal pode ser benéfica para a vida das pessoas.

Aliás, depois de muito tempo casando em meio a rígidas obrigações e convenções, os casais hoje casam por puro e simples desejo. E por mais que as separações ocorram em grande número, é fato que casar faz bem. Como eu sei disso sem nunca ter casado? Bom, nunca assinei nenhum papel, mas já morei dois anos com alguém e digo a vocês que foi uma experiência bacana. Claro que não foi nenhum conto de fadas, porque nenhum casamento deve sequer chegar perto do famoso “Felizes para sempre”, mas foi algo real e me deixou com a certeza de que casar não é nenhum bicho de sete cabeças.

No final das contas, a verdade é que casamento é algo que deve ser muito bem pensado. O sim deve ser dito com convicção, sem ilusões de uma vida perfeita e, acima de tudo, o ideal é que você conheça muito bem a pessoa com quem pretende passar o resto da sua vida. Deixar para conhecer melhor quem se ama só após o casamento pode ser o primeiro passo para um desastre conjugal. 

Por isso, amigos, independente de como ou quando pretendem casar, que seja algo feito com consciência. Realizem seus sonhos e suas expectativas. Aproveitem todos os momentos das suas vidas, seja antes ou depois do casório. Não entrem nessa pensando “não deu certo, separa”. A separação é uma possibilidade, mas só casem com a certeza de que não é isso que vocês realmente esperam que aconteça. Acima de tudo, casem por amor. Porque no final de tudo, por mais “sentimentalóide” que isso possa parecer, é por amar um ao outro que vocês vão lutar pela felicidade da vida a dois.

Revisão Felipe Rui.
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Eu sempre gosto de saber o que as pessoas pensam a respeito do tema que eu quero escrever. Por isso, o texto teve a colaboração dos amigos no Twitter e Facebook. Obrigada a todos que colaboraram com opiniões.
Para complementar o assunto, sugiro que vejam o blog  Pra Casar do Marcos Graciani. Ele tá muito afim de casar e se alguma mulher quiser se candidatar, eis a grande chance. hehehe
Agora, quem já tá com planos de casamento em andamento, existem diversos sites que podem ajudar os pombinhos a planejar o enlace e até mesmo manter os amigos informados sobre o andamento do casório. Um deles é o ICasei! e nele dá pra brincar um pouco com a opção gratuita oferecida aos usuários que querem experimentar o serviço.
Para finalizar, deixo duas músicas interpretadas pela Vanessa da Mata e Isabella Taviani, respectivamente. Gosto das cantoras e as canções tem tudo a ver com o tema. Enjoy!
Um beijo e até semana que vem! Comentem!

*Dados estatísticos extraídos da Revista Veja de 25 de agosto de 2010 na matéria " Casamento - Por que ele continua a valer a pena".






6 comentários:

bruno knott disse...

Sorte que vivemos em outros tempos... cada vez as pessoas casam com mais idade, todos querem atingir o máximo possível dos seus cursos, empregos e etc para aí se casar...
Natural hoje em dia.

E concordo inteiramente com o último parágrafo tb! É a mais pura verdade.

Bjos Gabi! Belo texto e que revisão exemplar, hein? ;)

Thomaz Ribeiro disse...

As pessoas se unem menos porque ligam mais para si mesmas.

Blog VirandoJornalista disse...

ACREDITO NO SIM, Gabi!

Sempre por aqui!

Um beijo.

Matheus.

Petit Gabi disse...

Verdade Bruno. O bom dos novos tempos é a nossa liberdade de escolha, tanto de quem, como quando.
Viu só, Felipe se empenhando na Língua Portuguesa. hehehe

Beijos!

Petit Gabi disse...

Nossa Thomaz, é impressão minha ou você está um pouco desiludido com as relações humanas? Apesar de concordar com o que você disse.

Bjs

Petit Gabi disse...

Eu também acredito. hihihi