10.8.11

Quando o sexo fica fofinho.


Enquanto pensava em como escrever esse texto, me questionei o seguinte: o relacionamento sexual de um casal fica relativamente morno quando passam para o patamar do "eu te amo"? Quer dizer, enquanto a relação está sem o compromisso de fato, as coisas podem ser mais leves ou nada muda de verdade?

Todo começo de relacionamento é quente. Se o seu não foi, ou o casal era tímido, você frígida/ele impotente ou as suas religiões não permitiam. Sério, é muito difícil que uma relação comece morna. Há sempre aquela tensão sexual onde as mãos invariavelmente são guiadas para os lugares mais “impróprios” e é complicado controlar.

 
O que dizer então do linguajar? É de “vagabunda”, “safado”, pra pior. Volto a dizer, isso só não acontece se você é muito recatado(a) ou qualquer uma das outras opções citadas no parágrafo anteriormente. Sexo não foi feito para ser fofinho. É carnal,  é aquilo que envolve o proibido, o secreto, o desejo, a intensidade...

Um amigo meu, que prefere se manter anônimo, disse uma coisa que se encaixa bem com o que quero dizer: “Intimidade é uma merda né? Todo casal de namorados com o tempo começa criar suas próprias gírias, suas próprias coisinhas fofas. Sexo acaba virando coisa fofa... Chega uma hora que você para de foder e começa a transar.”


Pois bem, e quando o sexo começa a ficar bonitinho, como fica? O que quero dizer com “bonitinho”, “fofinho” é quando a relação sexual entre um casal fica morna, sem as peculiaridades tão presentes no começo. É quando a noite morre no papai e mamãe mais sem graça da face da terra. Não que não ter aquela foda homérica diariamente signifique que o relacionamento não tem mais graça. Mesmo porque não é toda dia que a Bruna Surfistinha baixa na gente. Mas venhamos e convenhamos, nada torna uma relação mais frustrante do que a perda do apetite sexual. Ou quando a rotina toma conta e fica impossível inovar.


Como bem disse a Renata Chelli, mais conhecida como Rebiscoito, do adorável Biscoitices: “Sexo no começo é sempre muito bom, mas depois que o casal tem bastante intimidade pode ficar ainda melhor. Cada um conhece mais o corpo do outro, sabe como fazer o outro gozar mais facilmente... Isso pode ser uma vantagem, mas também algo ruim. O casal não pode deixar a coisa esfriar, tornar o sexo uma coisa cômoda, mecânica sabe?”. 


Acho que, independente do grau que a relação esteja, seja na fogueira do início ou na calmaria de um relacionamento estável, o sexo só fica morno se o casal deixar. O amor e todo o romantismo que envolve esse sentimento não joga um balde de água fria nos lençóis.  A rotina e conhecer melhor um ao outro pode até ser um “quê” a mais para a relação. O Fernando Gouveia, o Gravz, do Gravataí Merengue, tem uma opinião formada sore isso “Se as coisas mudam? Sim. Mas eu acho que tudo tem a ver com a natureza do homem e a natureza da mulher. Não são "naturezas" iguais e, além disso, hoje em dia a sociedade é muito mais libertária. Parece, em princípio, uma falência do sistema matrimonial, mas na verdade é uma alforria: podemos, enfim, fazer o que nos der vontade.”


O sexo pode sim ser romântico. Aliás, nada mais gostoso do que ficar abraçadinhos, curtindo o momento , sentindo o corpo um do outro. Ou um gracioso “eu te amo” após um orgasmo. Mas o sexo nunca pode ser mecânico, como disse a Rê. E ele se torna mecânico quando paramos de falar coisas safadas, inventar novas posições e, principalmente, quando viramos para o lado e dormimos sem nem ao menos curtir o que acabou de acontecer. Outra coisa importante: os problemas não devem nunca ser levados para a cama. Para isso temos o sofá.



 Revisão: Felipe Rui.


*Agradecimentos especiais para a Rê, o Fê e amigo que prefere se manter anônimo, pela colaboração.

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Então é isso, galera... 
Minha meia dúzia de leitores pode estar se perguntando por que esse hiato entre os post's. Tenho algumas teorias: preguiça, falta de tempo, falta de inspiração... Todas juntas acabam se tornando o motivo. De qualquer forma, o importante é que voltei mais uma vez e espero que este blog não tenha mais paradas bruscas.
Para quem tá achando estranho eu ter pulado do assunto Deus para essa temática sexual, não se assustem... É o meu jeitinho! rs

Um beijo e até o próximo! 


10 comentários:

Tiago I. disse...

Ótimo texto Gabi! :)
T.I.

Anônimo disse...

Amei!

Bjos Lú

Carminha Silva disse...

Sou curiosa,li o texto e gostei não vejo nada mal falar sobre sexo que é tudo de bom quando feito com alguém que gosta e que vc gosta tbém.Adoro falar sobre isto sem vergonha...

TMM disse...

O problema não está no sexo, mas na satisfação do desejo e na fuga de nós mesmos através dele. " Post coitum anima tristes est." Quando o sexo se torna apenas veículo de satisfação, torna-se apenas válvula de escape, mais uma maneira de nos alienarmos e não encararmos tudo o que somos. Com o tempo, satisfeito o desejo, culpamos o sexo, o parceiro ou parceira, o namoro, o casamento, a rotina. Entretanto, quando se torna o elo que une dois seres, então se presta a um papel mais nobre. Só ama o outro aquele que se ama primeiro por que dessa forma pode oferecer aquilo que sobra em seu interior. O sexo, então, se torna expressão de respeito, gratidão, carinho e total entrega... Mas... Eu só arranhei a superfície. Esse assunto é mais "cabeludo" do que parece. E não é por ser tabu, mas por não encararmos seriamente as questões importantes da vida. Falta-nos profundidade.

Nathália Silva disse...

Petit...
Parabéns!! Primeira vez que leio seus textos. Como disse a Carminha, eu também sou curiosa e ainda se o assunto é sexo...hum...não pude deixar de ler.
Gostei, acho que tem tudo a ver sim.
Continue escrevendo, porque agora vc tem meia duzia de sete leitores!!
Bjs

Edvando Junior disse...

Gostei mto desse texto e tb gostei de vc ter pulado do assunto Deus para o sexo. Mta gente acha q as duas coisas não se misturam, eu não, se Deus criou o homem, ele tb criou o sexo. Pois ele sabia q se não desse uma apimentada selvagem no ato sexual, não garantiria a reprodução da espécie hora.

Gosto quando as pessoas falam de sexo com naturalidade. Bjão Gabi!

Coisas da Vida disse...

Alôôô!!!

Sexo fofinho também é bom no Inverno, pelo menos para quem não tem ar condicionado em casa! :D:D:D . . . Mas existem sempre os mais encalorados quer seja Verão ou Inverno, ou estações intermédias, que aquilo é sempre lençóis pelos ares e cá vai disto, que só se vive uma vez . . . de cada vez :)
Mas o que na realidade interessa é que os casais - sejam estes que tipo for e tenham estes as formas de viver a relação que tiverem - se respeitem mutuamente e assumam as opções que fizeram, mantendo a existência do diálogo. Desta forma o sexo será sempre bom, independentemente de tudo o resto :)

Beijocas grandes e continua a escrever :)

Rebiscoito disse...

Talvez tenha sido bom eu ter demorado tanto assim pra ler seu texto, sabia Gabi?

É que fazia muitos anos que eu não tinha uma relação de verdade e agora acho que estou começando uma. Bem começando mesmo porque nos conhecemos há pouco tempo mas estou em uma fase de vida totalmente propícia e diferente, que permite que ela seja mais intensa do que o normal. ENFIM...

Estou nessa fase boa do começo onde a gente fica com tesão só de encostar na pessoa. É engraçado, não me lembrava mais como era ter isso, sabe? Domir pelado junto todas as noites e fazer sexo quando der na telha. Sentir tesão de novo minutos após a gente ter trepado... É muito bom. E eu quero chegar na fase do "morno" para ver como vamos fazer. Ou, quero ver se vamos chegar nessa fase porque talvez a gente não dê nem tempo pra ela chegar, saca?

Mas mesmo se chegar.. Cara, a gente tem muita alternativa diferente para se livrar do problema. São inúmeras mesmo. E olha... Acho que o maior segredo para não deixar isso ferrar a relação de um casal é conversar sobre tudo, sempre.

Adorei o texto!

Um beijão <3

Marcelo Silva disse...

Oi Petit, muito prazer!
Estava fuçando no Obvious e cheguei até o seu Blog.
Estou numa p. correria agora, então só li o primeiro texto que pipocou na tela.
Gosto da forma simples e direta com a qual você se expressa. Na real, apenas transcreve pensamentos, sem grandes preocupações com regras ou outras merdices, me parece.
Quanto ao sexo, tem assunto melhor ou mais polêmico? Na real, acho que ainda há uma certa "supervalorização" do sexo, herdada da boa e velha igreja. Porém, hoje ao menos podemos expressar opiniões de maneira bem mais aberta, dividir e confrontar opiniões.
Nada melhor que o começo da relação, sim. A coisa de nem bem se olhar e já estar trepando mesmo, em qualquer lugar, qualquer hora. Descobrir aos poucos cada detalhe, cada pedacinho daquele corpo que agora se apresenta, maravilhoso.
Como manter isso na relação? Penso que é impossível. Chama-se instinto. É como sentir sede.
Você não raciocina, apenas reage a um estímulo.
Se você tiver vontade de beber uma Coca bem gelada, um copo d´água pode até matar a sede, mas não mata a vontade - aí está o problema. De-se-jo.

Petit Gabi disse...

Gente,

Amei os comentários. Todos muito completos!
Renata, obrigada pela colaboração e opinião. Você é uma linda. Sucesso no novo relacionamento.
Marcelo, volte sempre! E continue acompanhando pela Obvious também.

Beijos a todos!