6.7.09

Entre o íntimo perto e o infinito distante.

"Ser é um verbo de existência. Ser tem sido um tema dominante da filosofia conteporânea devido, respectivamente, à denúncia do esquecimento do Ser. (...)

Ser é o estado do que é. O que é o ser senão o regente do verbo ser, e que recebe tudo que é por ele predicado."

Quanto tempo levamos na caminhada para a descoberta de quem somos? Existe gente que já nasce com essa certeza? Ou seja, já veio preparado, sabendo quem é e a que veio ao mundo.

Ou será que levamos a vida toda e nunca chegamos a nenhuma conclusão específica?

Viver sem saber a que veio e fazer o que quiser, porque não tem nenhuma missão, nenhuma tarefa pendente ou promessa a ser cumprida. Onde isso pode nos levar?

Tem dias que paro e me pergunto coisas assim. Porque há dias que não sei mais quem sou, se é que algum dia já soube. Quando eu tinha 19 anos , me disseram para eu não me preocupar em ter uma personalidade formada. Era demasiado cedo. E hoje? Hoje tenho 25 e já está na hora de ter certas certezas. Ou não! (risos)

Incertezas a parte, acho que todo mundo tem seus dias ou mesmo fases de questionamentos. Afinal, é saudável questionar a vida, o mundo, as teorias, as pessoas. Se tudo fosse quadradinho demais, seria muito chato. Não é mesmo?

"Aprender o 'ser ou não ser' pode ser muito importante, principalmente para quem só conhecia o 'não ser' ".

8 comentários:

Rodrigo Furquim disse...

Só pra apimentar, depois da pergunta típica "Quem sou eu?"
Surge uma outra, pra que fui feito...rs...essa eu acho muito mais pertinente...é instigante descobrir um real propósito desse ritual chamado vida.

Gabriela disse...

Também me questiono a esse respeito e é aí que entra aquela dúvida:
"Viver sem saber a que veio e fazer o que quiser, porque não tem nenhuma missão, nenhuma tarefa pendente ou promessa a ser cumprida. Onde isso pode nos levar?"
Para que de fato fomos feitos? Com que propósito viemos a esse mundo? Temos alguma missão? Se sim, qual? Essas coisas...

Um beijo, Rodrigo!

Silvia Gonçalves disse...

Pô.. Gostei do post...

Nossa... quanto mais eu leio as coisas por ai, mais eu percebo que não sou a única que tenho me sentindo tão perdida e confusa perante a vida...

Mas é isto.. enquanto não descobrimos quem somos ou mesmo para quê propósito viemos ao mundo.. devemos viver a vida sem nos preocupar com mais nada...

Vixi.. acho me misturei tudo.. tá precendo minha cabeça..r.s..

Bjinhos querida, boa semana, depois passa lá no meu blog e deixa um comentáriozinho tá..

Sil

Gabriela Silva disse...

Pois é Silvia...
É bom quando os perdidos se encontram. (risos).

Adiel disse...

esse tema diz tudo sobre o momento atual da minha vida..... bacana podermos compartilhar isso.

nos 5 ultimos anos venho me preocupando com esta questão. "quem sou eu? qual o meu papel? onde me encaixo? tem lugar pra mim ae?
fico bem aki? ou ali?

isso me arranca os cabelos, paro e fico pensando sozinho.
quando saio pra caminhar na beira da praia pra curtir o espetáculo do pôr do sol no fim da tarde esse eh o filme em cartaz.

será que existem pessoas sem pespectivas como eu? podemos encarar como idéias ou visões.

digamos que seja visões: visão do futuro, fazer algo que dê resultado, que venha a valer a pena, alguma coisa pra vc, pra alguem ou alguma coisa que no futuro valerá algo pra nóis.

eu vivo esse dilema, eh por isso que tenho uma comunidade no orkut "sou aventureiro" hehe

viajo a trabalho, a passeio, mas tbm tento ,nessas viajens, encontrar essa "visão" que eu acho que me falta.

minha opinião!!!

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gabizinha,, deculpe a ausência do blog, como te falei estava em viajem.
adoro seus temas, vc eh demais.
bjo linda

Rodrigo Furquim disse...

Estava conversando isso com meu pai outro dia, argumentando sobre a falta de metas e objetivos da minha geração e o quanto isso pode ser nocivo a longo prazo. Na minha opinião as doenças psicológicas modernas (ex. depressão, manias, etc...), também são causadas pela falta de perspectiva, objetivos e esperança vindoura.
Sem objetivos ou visão daonde se quer chegar, começamos a definhar no nosso dia a dia. Ficamos mais suscetíveis aos males modernos...
O grande desafio é motivar-se constantemente, renovar suas forças, baseando-se nas pequenas alegrias do dia a dia...e claro, quando temos um dia que as coisas não vão bem, o pensamento deve seguir para como melhorar o próximo dia, o preocupante é quando esses dias "ruins" se tornam não a excessão e sim regra.

César Augusto Santiago disse...

Já dizia o cara aqui na caixa preta... o que move o mundo são as perguntas, não as respostas. Beijos!

Marco Aurelio disse...

e para onde vamos? ^^

o bom da vida é que as perguntas que nos perssegue nos faz correr atraz de respostas e consequentemente de conhecimento.

queria fazer terapia de vidas passadas para ter a noção do que vim fazer nessa vida =)

arrivederci